sábado, 12 de agosto de 2017

ONDE FICA A FELICIDADE...?

Voltando ao ponto de partida, passados cinco anos e meio, vejo-te, Barcelos, de uma forma diferente, mas não tão ingénua como podereis pensar. A selvática vida citadina levou-me a terras de Castro Laboreiro, por lá construí património ao meu gosto. Não posso nem devo esquecer quem de lá me ajudou, quem de lá me fez feliz,  esquecerei a inveja, mas com essa eu posso bem.
134 km separam as duas terras que fizeram de mim uma pessoa melhor. Não quero entrar pela política, porque essa é suja, mais obscura que a própria escuridão.
Entro pelas pessoas, pelos sentimentos, pelo sentido de ajuda e querer o bem alheio...
Pouco me importa Tokyo, Dubai ou Las Vegas. Não são o meu mundo, são lugares que já visitei, nos livros , nos filmes, em fotografia documental. Interessa-me os meus lugares de eleição: Barcelos, cidade materna e Castro Laboreiro a vila que escolhi para me encontrar como ser humano com sentimentos que devem ser respeitados.
Nestes 134 km que separam duas realidades distintas descobri o sentido da vida, aquilo que ela me pode dar, o amor que me entrega para eu viver.
Em cada recanto destes patrimónios antagónicos sincronizo o meu pensamento para as pessoas inseridas num contexto de natureza humanizada. Em cada passo que dou, deixo a minha pegada discreta onde os predadores jamais me encontrarão.