quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Casa do Sol Nascente - Portelinha

Certamente voltarei a ti, "Casa do Sol Nascente". Aqui tu fizeste-me renascer das cinzas. Aqui pude sentir a maior das solidões revertida para o renascer da minha alma.
Foste restaurada à minha medida, ao meu gosto, e há minha intenção de te manter viva no meu coração.
Guardo em ti memórias inesquecíveis, quase estiveste com a cabeça a prémio, mas num passo de mágica voltaste até mim, para nunca mais fugires.
Aqui é o princípio do mundo e também o princípio das minha vida.
Vou-te amar sempre Portelinha.

Sinead O'Connor - Jealous


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Uma bodegada para a bonita cidade de Barcelos

Ainda hoje elogiei a bonita cidade de Barcelos, para ao fim da tarde deparar-me com este cenário.
Banco do Jardim Velho, completamente imundo, uma porcaria sabe-se lá feita por quem.
Não é disto que queremos para Barcelos, pessoas destas devia estar num centro de reinserção, a aprender a preservar o bem público.
Meus senhores e senhoras, não há respeito, não existe cidadania, não houve educação. Que nos resta para esta bonita cidade. Queremos-lha limpa ou emunda? Hoje fiquei mais triste com isto. 

AMANHECER...

Alvorada de verão num destes dias. No meu passeio matinal, onde praticamente só os funcionários municipais aparecem limpando o lajedo da cidade, reflito no dia que estou a viver, entro de fininho por entre o silêncio da cidade que dorme. Resta-me os melros que teimam em andar por perto de mim.
Normalmente fotografa-se de poente para nascente. Neste dia escolhi fazer o contrário de nascente para poente e o efeito não foi menos bom. A cidade é bonita de qualquer dos ângulos. muito embora haja quem a queira descaracterizar com símbolos e dizeres pouco convincentes.
Não sei se faço bem ou mal nestes passeios matinais por Barcelos, mas também pouco me importa o que daí possa advir. É só a minha passada silenciosa e o meu olhar atento ao pormenor mais ambíguo, é só isso. O resto são consequências do dia que amanhece para a sociedade realizar a sua economia doméstica.

domingo, 13 de agosto de 2017

O teu Outono de encanto

Espero estar perto de ti neste próximo Outono, Ponte da Fertilidade.
Os teus dourados enfeitados de choupos não menos dourados guardam em mim a tranquilidade que, por vezes, a perco, no reboliço da cidade.
Espero sentir o teu ar agreste da serra, onde a natureza é pura.
Nos resguardos da paisagem respiro a liberdade que me é retirada sempre que Deus assim o entende.
Não sei do teu Outono, mas espero ver-te, brevemente, mesmo que seja por pouco tempo. O tempo é raro e precioso, e quando o podemos aproveitar da melhor forma possível, não devemos esquecer dessa dádiva.
Que as mulheres com poder de parir passem por ti, Ponte da Fertilidade, para o bom presságio passar por elas.

sábado, 12 de agosto de 2017

ONDE FICA A FELICIDADE...?

Voltando ao ponto de partida, passados cinco anos e meio, vejo-te, Barcelos, de uma forma diferente, mas não tão ingénua como podereis pensar. A selvática vida citadina levou-me a terras de Castro Laboreiro, por lá construí património ao meu gosto. Não posso nem devo esquecer quem de lá me ajudou, quem de lá me fez feliz,  esquecerei a inveja, mas com essa eu posso bem.
134 km separam as duas terras que fizeram de mim uma pessoa melhor. Não quero entrar pela política, porque essa é suja, mais obscura que a própria escuridão.
Entro pelas pessoas, pelos sentimentos, pelo sentido de ajuda e querer o bem alheio...
Pouco me importa Tokyo, Dubai ou Las Vegas. Não são o meu mundo, são lugares que já visitei, nos livros , nos filmes, em fotografia documental. Interessa-me os meus lugares de eleição: Barcelos, cidade materna e Castro Laboreiro a vila que escolhi para me encontrar como ser humano com sentimentos que devem ser respeitados.
Nestes 134 km que separam duas realidades distintas descobri o sentido da vida, aquilo que ela me pode dar, o amor que me entrega para eu viver.
Em cada recanto destes patrimónios antagónicos sincronizo o meu pensamento para as pessoas inseridas num contexto de natureza humanizada. Em cada passo que dou, deixo a minha pegada discreta onde os predadores jamais me encontrarão.  
 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

COMO UM RIO CORRENDO PARA O MAR...


João Paulo reservara uma mesa para o almoço num restaurante na ribeira do Porto, com vista para a foz do rio Douro. Estava um dia ameno de primavera, não fazia calor nem frio, simplesmente um dia normal primaveril. Apesar de haver uma certa expetativa sobre aquele encontro, Andreia estava ciente que não podia surgir um novo amor naquele encontro. Nunca fora de amores à primeira vista, segundo ela, tudo tinha que ter um fio condutor, um motivo, uma razão para acontecer.
Andreia entrou no metro, foi a até à estação de S. Bento, desceu ruas e vielas até à ribeira. Sabia bem onde era o restaurante, quase todos os seus amigos a levavam lá. Não conseguia assimilar bem aquelas coincidências dos convites para o mesmo restaurante. Talvez por estar na moda, ou talvez porque, possíveis candidatos ao seu coração. Talvez pensassem que aquele lugar era o ideal para conquistar o coração de Andreia de Falco.
João Paulo queria reaver tudo não era só pretensão de conquistador. Já não a via para lá de 25 anos, iria encontrá-la bem diferente dos tempos de Soares dos Reis, por onde se cruzavam constantemente. João Paulo, no fundo , era um homem solitário, dedicado ao trabalho da pediatria. Gostava de crianças. Para ele a essência da vida estava nas crianças, na sua forma despreocupada e alegre de ver a vida.
Andreia estava também curiosa com o encontro um jantar de cerimónias onde não existiam intimidades de amigos chegados. Mas tudo podia ser imprevisível, não via João Paulo há 25 anos, certamente estaria um pouco diferente, mais velho e maduro, esperava ela.
 
Página 57
Quito Arantes

SINEAD O'CONNOR / queen of denmark


terça-feira, 8 de agosto de 2017

EU...

Entristece-me a vida pensada no alheio, fico deveras triste quando em meu redor não existe um poder criativo, um dom de amar o próximo, sem inveja e ciúmes.
Não sei, nem consigo fazer uma introspeção do que é sentir ódio a alguém. Simplesmente fico magoado com tanta mediocridade.
Passo em passeio pelo quarteirão, ouço o maldizer de fio a pavio e seguramente não me engano no que ouço, salvo raras exceções.
Admiro o homem ou mulher diferente, não invejo, mas sim, venero e quero aprender da sua sabedoria.
Um sábio não é um homem comum é alguém que já conhece o fundo do poço e todas as víboras que de lá vivem. Guardo do Ancião toda a sapiência em que me revejo.    

domingo, 6 de agosto de 2017


Desde pequenino, que mal sabia o meu destino, nunca tive a perceção de ser um ser único e igual a todos que cruzavam por mim. Deram-me um destino, uma missão neste mundo, que mesmo eu sabendo que não a podia desvendar, achei que tudo podia ser moldado, menos o meu próprio destino.

Andei entregue ao “Deus dará”, andei por ruas cruas e desnudas. Neste reencontro com a minha alma, fico admirado comigo. Como poderei ser aquilo que ninguém quer que seja? Como poderei entregar a Deus uma alma incompleta? Bem! Vamos por onde a consciência pode andar, vamos, meu amor, por onde tu me elevas. Não deixo ficar nada por dizer, quero ser cristalino como as águas da nascente que me ressuscitou das maleitas que me tornavam tímido e deixado ao acaso.

Recordo as palavras que acrescentaste ao meu saber, agradeço-te de coração o quanto me fizeste crescer.

Respirei terras bravias, monte e vales, corgas e regatos espelhados na minha alma perdida. Só, simplesmente só, te acompanho desviando o cascalho da estrada da vida, e neste caminhar tentarei encontrar uma razão que me eleve até ti, meu amor!
Fotografia tirada por Carlos Costa

Goo Goo Dolls - Iris (Tradução - Cidade dos Anjos)


sábado, 5 de agosto de 2017

O CISNE

Observo a tua beleza e imponência. Cisne da liberdade que fizeste sentir-te caminhando pelas águas do rio Cávado. Não foi hoje , mas é como se fosse, sempre que vejo-te, muitas vezes voltei a esta margem do rio Cávado para te ver, como se os teus movimentos fossem uma valsa de Viena.
Tenho em ti a memória da minha liberdade, do meu caminhar sem arreios.
Um dia quando já não puder observar-te, resta-me a memória fotográfica deste belo momento de serenidade. 
#33688ARA

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A porta fica aberta...

Quero um dia poder voltar há minha casinha mais perto do Céu, sem receios, sem ter que pedir nada a ninguém. Entrar e deixar a porta aberta, como sempre em tempo o fiz.
Quero um dia voltar a subir a serra com forças para lá me deixar estar, ouvindo o silêncio da neve cair, e sentir o calor do repicar das brasas da salamandra que aquece o meu corpo. Levar-te para a paz, esquecer magoas antigas, deitar amarguras para trás das costas, onde lá não consigo chegar.
Quero um dia, sei lá! Se um dia chegar, como te digo; a porta está aberta para ti, querida!

Jeff Buckley - Everybody Here Wants You


quinta-feira, 3 de agosto de 2017


Foi dos teus sinos que explicaram a minha alvorada. Todo o sentido do entardecer em tuas sombras fica a lembrança da muita espera do amanhã.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

COMO FICAR PARA TRÁS...

Escolhi esta foto deste pedregulho milenar como símbolo de um Portugal abrutalhado.
No fundo só terá beleza na sua apresentação exterior, porque interiormente temos um Portugal, obscuro, governado por obscuridade e estranhezas nas suas entranhas.
Preste a secar os seus fundos de reserva, continuamos a deixar para as gerações futuras todas as incompetências e más gestões dos fundos que nos são entregues de mão beijada. Governados por uma ideologia(s) que é bonita aos olhos de quem não tem responsabilidades com o futuro de um Portugal que se queria desenvolvido, e que estranhamente perece afundado em dívidas nos honorários públicos. É tão fixe ser de esquerda e fazer vida de burguês à custa do Estado que descarrega as suas despesas no contribuinte mais carenciado. Podemos até termos (homens) mágicos no futebol, mas nunca deixaremos de ser uma cambada de incultos, e preparadores da vida alheia. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Até onde vai a pequenez de certas pessoas...

Fico deveras chocado com a pequenez de certas pessoas.... Vasculhar a vida alheia até ao tutano é mesmo não ter que fazer na vida. Gente completamente oca de capacidades cognitivas, sem sentido de improviso, capazes de achincalhar o mais simples dos seus semelhantes.
O ciúme, a inveja, a obsessão pelos bens materiais sem olhar a meios para obter fins, chega mesmo a ser asqueroso, repugnante. 

Birdy - People Help The People [Official Music Video]