quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Casa do Sol Nascente - Portelinha

Certamente voltarei a ti, "Casa do Sol Nascente". Aqui tu fizeste-me renascer das cinzas. Aqui pude sentir a maior das solidões revertida para o renascer da minha alma.
Foste restaurada à minha medida, ao meu gosto, e há minha intenção de te manter viva no meu coração.
Guardo em ti memórias inesquecíveis, quase estiveste com a cabeça a prémio, mas num passo de mágica voltaste até mim, para nunca mais fugires.
Aqui é o princípio do mundo e também o princípio das minha vida.
Vou-te amar sempre Portelinha.

Sinead O'Connor - Jealous


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Uma bodegada para a bonita cidade de Barcelos

Ainda hoje elogiei a bonita cidade de Barcelos, para ao fim da tarde deparar-me com este cenário.
Banco do Jardim Velho, completamente imundo, uma porcaria sabe-se lá feita por quem.
Não é disto que queremos para Barcelos, pessoas destas devia estar num centro de reinserção, a aprender a preservar o bem público.
Meus senhores e senhoras, não há respeito, não existe cidadania, não houve educação. Que nos resta para esta bonita cidade. Queremos-lha limpa ou emunda? Hoje fiquei mais triste com isto. 

AMANHECER...

Alvorada de verão num destes dias. No meu passeio matinal, onde praticamente só os funcionários municipais aparecem limpando o lajedo da cidade, reflito no dia que estou a viver, entro de fininho por entre o silêncio da cidade que dorme. Resta-me os melros que teimam em andar por perto de mim.
Normalmente fotografa-se de poente para nascente. Neste dia escolhi fazer o contrário de nascente para poente e o efeito não foi menos bom. A cidade é bonita de qualquer dos ângulos. muito embora haja quem a queira descaracterizar com símbolos e dizeres pouco convincentes.
Não sei se faço bem ou mal nestes passeios matinais por Barcelos, mas também pouco me importa o que daí possa advir. É só a minha passada silenciosa e o meu olhar atento ao pormenor mais ambíguo, é só isso. O resto são consequências do dia que amanhece para a sociedade realizar a sua economia doméstica.

domingo, 13 de agosto de 2017

O teu Outono de encanto

Espero estar perto de ti neste próximo Outono, Ponte da Fertilidade.
Os teus dourados enfeitados de choupos não menos dourados guardam em mim a tranquilidade que, por vezes, a perco, no reboliço da cidade.
Espero sentir o teu ar agreste da serra, onde a natureza é pura.
Nos resguardos da paisagem respiro a liberdade que me é retirada sempre que Deus assim o entende.
Não sei do teu Outono, mas espero ver-te, brevemente, mesmo que seja por pouco tempo. O tempo é raro e precioso, e quando o podemos aproveitar da melhor forma possível, não devemos esquecer dessa dádiva.
Que as mulheres com poder de parir passem por ti, Ponte da Fertilidade, para o bom presságio passar por elas.

sábado, 12 de agosto de 2017

ONDE FICA A FELICIDADE...?

Voltando ao ponto de partida, passados cinco anos e meio, vejo-te, Barcelos, de uma forma diferente, mas não tão ingénua como podereis pensar. A selvática vida citadina levou-me a terras de Castro Laboreiro, por lá construí património ao meu gosto. Não posso nem devo esquecer quem de lá me ajudou, quem de lá me fez feliz,  esquecerei a inveja, mas com essa eu posso bem.
134 km separam as duas terras que fizeram de mim uma pessoa melhor. Não quero entrar pela política, porque essa é suja, mais obscura que a própria escuridão.
Entro pelas pessoas, pelos sentimentos, pelo sentido de ajuda e querer o bem alheio...
Pouco me importa Tokyo, Dubai ou Las Vegas. Não são o meu mundo, são lugares que já visitei, nos livros , nos filmes, em fotografia documental. Interessa-me os meus lugares de eleição: Barcelos, cidade materna e Castro Laboreiro a vila que escolhi para me encontrar como ser humano com sentimentos que devem ser respeitados.
Nestes 134 km que separam duas realidades distintas descobri o sentido da vida, aquilo que ela me pode dar, o amor que me entrega para eu viver.
Em cada recanto destes patrimónios antagónicos sincronizo o meu pensamento para as pessoas inseridas num contexto de natureza humanizada. Em cada passo que dou, deixo a minha pegada discreta onde os predadores jamais me encontrarão.  
 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

COMO UM RIO CORRENDO PARA O MAR...


João Paulo reservara uma mesa para o almoço num restaurante na ribeira do Porto, com vista para a foz do rio Douro. Estava um dia ameno de primavera, não fazia calor nem frio, simplesmente um dia normal primaveril. Apesar de haver uma certa expetativa sobre aquele encontro, Andreia estava ciente que não podia surgir um novo amor naquele encontro. Nunca fora de amores à primeira vista, segundo ela, tudo tinha que ter um fio condutor, um motivo, uma razão para acontecer.
Andreia entrou no metro, foi a até à estação de S. Bento, desceu ruas e vielas até à ribeira. Sabia bem onde era o restaurante, quase todos os seus amigos a levavam lá. Não conseguia assimilar bem aquelas coincidências dos convites para o mesmo restaurante. Talvez por estar na moda, ou talvez porque, possíveis candidatos ao seu coração. Talvez pensassem que aquele lugar era o ideal para conquistar o coração de Andreia de Falco.
João Paulo queria reaver tudo não era só pretensão de conquistador. Já não a via para lá de 25 anos, iria encontrá-la bem diferente dos tempos de Soares dos Reis, por onde se cruzavam constantemente. João Paulo, no fundo , era um homem solitário, dedicado ao trabalho da pediatria. Gostava de crianças. Para ele a essência da vida estava nas crianças, na sua forma despreocupada e alegre de ver a vida.
Andreia estava também curiosa com o encontro um jantar de cerimónias onde não existiam intimidades de amigos chegados. Mas tudo podia ser imprevisível, não via João Paulo há 25 anos, certamente estaria um pouco diferente, mais velho e maduro, esperava ela.
 
Página 57
Quito Arantes

SINEAD O'CONNOR / queen of denmark


terça-feira, 8 de agosto de 2017

EU...

Entristece-me a vida pensada no alheio, fico deveras triste quando em meu redor não existe um poder criativo, um dom de amar o próximo, sem inveja e ciúmes.
Não sei, nem consigo fazer uma introspeção do que é sentir ódio a alguém. Simplesmente fico magoado com tanta mediocridade.
Passo em passeio pelo quarteirão, ouço o maldizer de fio a pavio e seguramente não me engano no que ouço, salvo raras exceções.
Admiro o homem ou mulher diferente, não invejo, mas sim, venero e quero aprender da sua sabedoria.
Um sábio não é um homem comum é alguém que já conhece o fundo do poço e todas as víboras que de lá vivem. Guardo do Ancião toda a sapiência em que me revejo.    

domingo, 6 de agosto de 2017


Desde pequenino, que mal sabia o meu destino, nunca tive a perceção de ser um ser único e igual a todos que cruzavam por mim. Deram-me um destino, uma missão neste mundo, que mesmo eu sabendo que não a podia desvendar, achei que tudo podia ser moldado, menos o meu próprio destino.

Andei entregue ao “Deus dará”, andei por ruas cruas e desnudas. Neste reencontro com a minha alma, fico admirado comigo. Como poderei ser aquilo que ninguém quer que seja? Como poderei entregar a Deus uma alma incompleta? Bem! Vamos por onde a consciência pode andar, vamos, meu amor, por onde tu me elevas. Não deixo ficar nada por dizer, quero ser cristalino como as águas da nascente que me ressuscitou das maleitas que me tornavam tímido e deixado ao acaso.

Recordo as palavras que acrescentaste ao meu saber, agradeço-te de coração o quanto me fizeste crescer.

Respirei terras bravias, monte e vales, corgas e regatos espelhados na minha alma perdida. Só, simplesmente só, te acompanho desviando o cascalho da estrada da vida, e neste caminhar tentarei encontrar uma razão que me eleve até ti, meu amor!
Fotografia tirada por Carlos Costa

Goo Goo Dolls - Iris (Tradução - Cidade dos Anjos)


sábado, 5 de agosto de 2017

O CISNE

Observo a tua beleza e imponência. Cisne da liberdade que fizeste sentir-te caminhando pelas águas do rio Cávado. Não foi hoje , mas é como se fosse, sempre que vejo-te, muitas vezes voltei a esta margem do rio Cávado para te ver, como se os teus movimentos fossem uma valsa de Viena.
Tenho em ti a memória da minha liberdade, do meu caminhar sem arreios.
Um dia quando já não puder observar-te, resta-me a memória fotográfica deste belo momento de serenidade. 
#33688ARA

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A porta fica aberta...

Quero um dia poder voltar há minha casinha mais perto do Céu, sem receios, sem ter que pedir nada a ninguém. Entrar e deixar a porta aberta, como sempre em tempo o fiz.
Quero um dia voltar a subir a serra com forças para lá me deixar estar, ouvindo o silêncio da neve cair, e sentir o calor do repicar das brasas da salamandra que aquece o meu corpo. Levar-te para a paz, esquecer magoas antigas, deitar amarguras para trás das costas, onde lá não consigo chegar.
Quero um dia, sei lá! Se um dia chegar, como te digo; a porta está aberta para ti, querida!

Jeff Buckley - Everybody Here Wants You


quinta-feira, 3 de agosto de 2017


Foi dos teus sinos que explicaram a minha alvorada. Todo o sentido do entardecer em tuas sombras fica a lembrança da muita espera do amanhã.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

COMO FICAR PARA TRÁS...

Escolhi esta foto deste pedregulho milenar como símbolo de um Portugal abrutalhado.
No fundo só terá beleza na sua apresentação exterior, porque interiormente temos um Portugal, obscuro, governado por obscuridade e estranhezas nas suas entranhas.
Preste a secar os seus fundos de reserva, continuamos a deixar para as gerações futuras todas as incompetências e más gestões dos fundos que nos são entregues de mão beijada. Governados por uma ideologia(s) que é bonita aos olhos de quem não tem responsabilidades com o futuro de um Portugal que se queria desenvolvido, e que estranhamente perece afundado em dívidas nos honorários públicos. É tão fixe ser de esquerda e fazer vida de burguês à custa do Estado que descarrega as suas despesas no contribuinte mais carenciado. Podemos até termos (homens) mágicos no futebol, mas nunca deixaremos de ser uma cambada de incultos, e preparadores da vida alheia. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Até onde vai a pequenez de certas pessoas...

Fico deveras chocado com a pequenez de certas pessoas.... Vasculhar a vida alheia até ao tutano é mesmo não ter que fazer na vida. Gente completamente oca de capacidades cognitivas, sem sentido de improviso, capazes de achincalhar o mais simples dos seus semelhantes.
O ciúme, a inveja, a obsessão pelos bens materiais sem olhar a meios para obter fins, chega mesmo a ser asqueroso, repugnante. 

Birdy - People Help The People [Official Music Video]


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Quem tem medo da esquerda radical que não saia de casa, pois pode estar a viver novamente o gonçalvismo de 1975.
Estou a brincar!! Saiam, protestem contra o absolutismo esquerdista, que nos vem enganando nos últimos dois anos.
Leiam o livro: "Onde está o 25 de abril de 1974?" nem que não seja pela curiosidade no que nele contém.
À venda no Café Santiago em Barcelos . Av. da Libedade

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Entrei sem saber se podia ficar. Deixei meu rasto por caminhos já percorridos. Não deixei desfalecer-me, porque amanhã podia chamar a atenção.
Não quero nem nunca quis ser mais uma abécula. Nesta viagem até ao descanso eterno não pedir-te-ei mais do que aquilo que mereço, até poderei nem pedir absolutamente nada, pois no não pedir é que te posso satisfazer para uma felicidade que perdure.
Foto: #33688FA

domingo, 9 de julho de 2017

Encantado com a entrega sem preconceito, desinteressadamente vens caminhando para mim, sem compromissos, sem obrigações, só tu e eu neste mundo injusto, racista e oportunista. Doí-me ver as lutas sem fim, doí-me a tristeza das crianças e a solidão dos idosos. Tu e eu e o mundo fatídico que espera por nós num saque imperdoável.
Se um dia ficarmos longe que seja pela alegria que vivemos juntos e nos levou para a frente, sem atrasos...
Q.A.
09/07/2017

sábado, 8 de julho de 2017

COMO UM RIO CORRENDO PARA O MAR

Andreia por vezes, falava com os anjos, tinha um sentido espiritual muito para além da religiosidade baseada no discurso dos sacerdotes. Havia um anjo que a acompanhava desde criança, um anjo chamado “Esperança”. Era como um desejo que se ia realizando a seus pedidos. “Esperança”, guiava num sentido da justiça social, de querer o bem em seu redor. Talvez esta forma espiritual que fazia dela nunca desistir dos seus sonhos, a tenha levado a encontrar o caminho que sempre desejara.
Os dois filhos mais velhos de Andreia; Rafael com vinte e oito anos, e Tiago com vinte e três, viviam na Bélgica. Frequentaram ambos o Erasmo, e por lá ficaram constituindo família. Raramente vinham a Portugal, nem mesmo no Natal. Foi como um divórcio litigioso, um arrancar as raízes que os mantinham a Portugal. Andreia sofria com isso, sentia saudades dos seus filhos, e sempre que quisesse vê-los tinha que se deslocar à Bélgica, até porque já tinha um netinho, o Joãozinho um bonito menino de quatro anos, filho de Tiago. Joãozinho era muito parecido com a avó, nos olhos e na cor de pele. Andreia formara três gerações em pouco tempo, pois era ainda uma avó muito nova, cheia de energia.
A filhota, Joana, a muito custo aceitou deixar os amigos da infância, mas também ainda não tinha idade para decidir sobre a sua vida. Andreia aconchegava-a nas noites frias, junto à lareira, dando-lhe todo o carinho de mãe galinha. No fundo era o seu pintainho, queria protege-la dos males da sociedade feroz, que levava, muitas vezes, para caminhos sinuosos. Jorge assistia àquela imagem de amor de mãe com ternura. Olhava para elas com vontade de as abraçar, de sentir o calor de mãe e filha.
PÁGINAS 27/28
EM CURSO

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Os gases de Salvador

Ainda a cerca dos gases de Salvador, acho ridículo e até humilhante a sociedade exigir um pedido de desculpas àquilo que não chegou a acontecer, e foram só meras palavras de improviso, que até o Presidente da República aplaudiu. Quem não deu um peido numa situação menos própria? Acho que ninguém somos humanos, temos necessidades fisiológicas inevitáveis.

Até porque os críticos de Salvador Sobral não passam de uns frustrados que querem o estrelato comunicacional mas falta-lhes talento que não falta a Salvador. Um jovem de uma sensibilidade fora de comum, um jovem com sofrimento à flor da pele. Um músico, cantor de uma voz excecional.
Caramba deixem o jovem ser feliz , ele merece isso e muito mais. Talvez tenhamos muito que aprender com este génio, e por favor: - Livrai-nos do mal!!!!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Daqui da Aldeia do Soajo, e no meio destes canastros(espigueiros), surgiu também a ideia de seguir mais para norte, até terras Castrejas. Talvez fosse uma leve neblina que pairava sobre a minha alma, e que me dizia que devia ir mais longe, tão longe que todo o meu medo se evaporasse nas encostas do rio Laboreiro.
Deixei-me levar pelo encanto no alto Minho que levava em mim o de meu provir.
Hoje fica-me a lembrança de sempre voltar aos amigos que por lá deixei, às terras abençoadas por Deus, à Natureza pura e singela.
Como me disse uma pessoa amiga: - Já devias ter ido há mais tempo!!!
Q.A.
Foto #33688FA

domingo, 25 de junho de 2017

Barcelos pela fresca liberdade

Nesta manhã serena, recordo tua praceta... Onde em tempos me julgaram no teu lugar, sem dó nem piedade. Hoje, passeio livre. Esta liberdade fui eu que a conquistei, e não, os capitães de Abril.

domingo, 18 de junho de 2017

O que andamos a fazer!

Às vezes fico a pensar como a indiferença faz tão mal ao homem. Poem-lhos a pensar porque havemos de ser tão maus, e tão abusadores da desgraça alheia.
Há gente que, em falta de argumentação, vai buscar acontecimentos de há vinte anos para justificar-se. Vinte anos é um terço de uma vida e para quem não roubou, não matou e nem maltratou o seu semelhante é de uma injustiça atroz andar a passar as informações de geração em geração as desgraças do seu semelhante. É o povo que temos que vive do mau alheio, alimenta-se de intrigas e de falências técnicas dos seus vizinhos. Na hora de dar a mão, são poucos os que aparecem para o fazer, mas esses que aparecem são os verdadeiros humanistas aqueles que podem criar um Portugal melhor mais justo, onde o Amor ao próximo prevalece.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O mais recente livro do escritor Barcelense Quito Arantes

 
À venda no Café Santiago - Avenida da Liberdade -  Barcelos
ou pelo autor quito.arantes@outlook.pt
 
De momento está esgotado no Café Santiago, pode pedir por www.amazon.com

domingo, 11 de junho de 2017

A grande Caldeirada


Estamos numa grande cadeirada ideológica. A dita esquerda moderada governa-nos com os tiques estalinistas, maoistas e sem lá que mais... Uma grande caldeirada de ideias e idiotas que pensam ter ideias para um país mais justo. A dívida pública não para de aumentar, e estes iluminados, fazem querer aos portugueses que nunca vão ser chamados a pagar. Já tivemos três resgates e por este caminhar cedo virá outro, que os socialistas não vão ter a quem deitar as culpas.
Como exemplo da foto, esta caldeirada que nos governa a troca de favores da esquerda radical merecia um banho de calda de sulfato para termos uma colheita mais justa nos próximos anos. À que sulfatar esta geringonça perdida no estado de graça que Marcelo Rebelo de Sousa vai alimentando como nada se passasse.
Resguarde-se as nossa economias, porque os especialistas em gastar papel (PS), não investem nos cuidados de saúde, na educação, na segurança social. Assim é fácil cumprir metas orçamentais para Bruxelas, sem investimento público, e o país a ficar cada vez mais pobre, muita pobreza nas famílias. Não são rosas Senhor, é o pão que o povo precisa, são dois milhões de necessitados, meu Senhor...

sábado, 10 de junho de 2017

Presidente, mas não de todos os portugueses. DIA DE PORTUGAL 10 DE JUNHO DE 2017

Hoje dia de Portugal, mas não de todos os portugueses, pois Marcelo Rebelo de Sousa não  é o Presidente de todos os portugueses como quer mostrar. Faz demonstrações de afetos e solidariedade para a comunicação social, minada por um socialismo caviar. Não responde a anseios de portugueses que lhes escrevem, não quer saber, quer sim, aparecer hipocritamente nos holofotes das TVs, como se isso alimentasse ou tirasse alguém da pobreza.
Um Presidente de todos os portugueses, certifica-se que ninguém passe fome no seu país, e pressiona os governantes para que tal não aconteça. Não é dar abraços aos sem abrigos e depois ir comer carne assada com a sua comitiva.
No dia de Portugal de 2017, estou mais triste, muito mais triste do que nunca. Continuam muitas crianças e idosos e passarem fome em Portugal. Um vergonha, não existe nada para festejar, enquanto estas injustiças sociais continuarem em Portugal.
No dia de Portugal os políticos e responsáveis governamentais, assim como Marcelo Rebelo de Sousa deviam entregar os seus ordenados do mês de junho aos pobres de Portugal, isso sim seria para festejar.
Os únicos responsáveis pela pobreza que ainda existe em grande escala em Portugal, são os políticos que nos governam há 43 anos. Que lhes pese a consciência. Que a lei do retorno lhes caia encima.
 
NB: foto Caritas portuguesa

terça-feira, 6 de junho de 2017

Apresentação do mais recente livro de Quito Arantes


Não sei se há crescimento ou aumento da dívida

Fico a pensar se todo este crescimento económico e diminuição do défice não passa de um grande balão de oxigénio, pronto a arrebentar a qualquer momento… Até pode haver aumento do consumo interno, com o aumento de salários e reposição dos cortes nos salários da função pública. Mas que diabo, as metas do défice só são obtidas porque houve um grande aumento dos impostos indiretos. Os portugueses não ligaram muito a isso, mas foi mais uma grande machadada na classe média baixa, e por este caminho caminhamos para  um Brasil, onde teremos riqueza extrema e pobreza extrema.
Falando um pouco de história recente da europa, não vejo onde a esquerda socialista teve sucesso governativa, até porque a maior parte dos países evoluídos europeus estão todos a virar para a direita moderada. Por alguma razão deve ser, mas nós teimamos, muito embora tenhamos a experiência de mais de metade da nossa democracia com governos socialista que desgastaram as finanças públicas e fizeram com que os partidos mais à direita fossem tomados como os maus da fita, por tentarem pôr as finanças públicas em dia, pedindo sacrifícios aos portugueses.
Este oásis que a esquerda tem levado a cabo, vai dar numa grande derrocada, e depois quero ver o que dirá o mágico Presidente da República que parece viver num país das maravilhas. Quero ver quando a economia europeia não for favorável o que dirá a esquerda das suas  conjeturas económicas… O que o governo anda a fazer é a tapar buracos financeiros, sem fazer obras  publicas necessárias ao bom funcionamento das instituições públicas, como saúde  e ensino. Não basta glorificarem-se com as metas do défice europeu cumpridas, é preciso saber como elas foram obtidas.
António Costa perde-se com mesquinhices de casos particulares de opositores anónimos, mas não se preocupa com Armando Vara que anda por assim como nada fosse, quando foi condenado a cinco anos de prisão efetiva e não cumpriu um único minuto de prisão. É disto que teimo em falar, enquanto não houver Justiça Social neste país seremos sempre uns atrasados com o (Ópio do Povo) futebol, a brilhar para afagar as mágoas de um Portugal bonito para os turistas e triste para os portugueses.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

NOVO LIVRO DE QUITO ARANTES

Durante 42 anos Quito Arantes foi acumulando fatos e experiências vividas, umas a bem e outras a mal.
O que foi uma revolução lírica no sentido literário da palavra, não passou de um conjunto de interesses partidários onde  a justiça social não teve lugar. Este livro desmascara a hipocrisia vivida pelos nossos políticos, e onde dá um breve testemunho na primeira pessoa do que foram os anos conturbados do pós 25 de abril, época do PREC.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Papa e baboseiras

Estive a ler um artigo de opinião de um conceituado médico barcelense, e fiquei espantado como se pode conciliar o ateísmo ditatorial e o Papa Francisco. Para que o senhor doutor saiba o Papa não é nenhum esquerdista, nem muito menos um salvador do mundo cristão. Ele bem tenta mudar o sistema clerical, mas enquanto que o mundo ocidental visionar o capitalismo que o Vaticano também se insere, não será possivel grandes mudanças.
Não podemos ser mecenas e ao mesmo tempo tirar proveito dos pobres. Quem precisa de ajuda, um teto, e formas de angariar receitas para sobreviver não pode estar sujeito a pressões de interesses instalados na sociedade, só por que querem ser reconhecidos como beneméritos

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O maravilhoso mundo do já e agora

Estou de acordo com o grande pensador Professor Agostinho da Silva.
O homem não nasceu para trabalhar, mas sim para viver e criar os seus anseios.
Quem inventou...
o trabalho assalariado devia ter sido um demente.
O Estado, no mundo em geral, devia dar as condições condignas para as pessoas poderem viver normalmente sem luxos. Quem quisesse ter mais, esses sim, teria que fazer um esforço extra, mas com limites de ostentação. Assim não haveria crianças a morrer de fome, idosos abandonados e a natureza não era violentada. Isto seria um mundo feliz e não seria utópico como muitos pensam. O cerebro humano chegou a um estado de evolução que pode criar concenços de fraternidade e Amor, basta quererem.

quarta-feira, 10 de maio de 2017


ENQUANTO PORTUGAL VIVER COM PESSOAS QUE ACHAM QUE CARGOS POLITICOS OU HIERARQUIOS SÃO SINÓNIMO DE PODER, SEREMOS SEMPRE UM PAÍS DE MISERÁVEIS

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Bobo da Corte


O Bobo da Corte

 

 

"Os erros passam, a verdade fica."

Diderot

 

Num reino distante, onde imperava a justiça do Rei conquistador de um mundo de trevas, das injustiças e malvadezas de nobres sem escrúpulos, vivia um Bobo como conselheiro do seu amo. Além das agilidades para divertir a Corte e seu estimado Rei, tinha uma função pouco comum da maior parte dos reinados do velho mundo. Sempre que alguém era chamado à presença do Rei, este queria-o por perto para, subtilmente, lhe fornecer informações sobre a pessoa em causa.

O Bobo era considerado bastante culto. Tinha-o revelado, já que conseguia ler o íntimo das pessoas, entre outras aptidões como encenador de peças teatrais, exibidas também por ele. Era de uma perspicácia fora do comum, à qual o Rei não se alheava para resolver os casos mais misteriosos. Pelo contrário, ele próprio sabia a quem recorrer, quando se tratava de assuntos, mesmo os litigiosos e ninguém conseguia compreender como o seu amo os resolvia tão facilmente. Abdicava, assim, dos conselheiros da Corte para tomar decisões delicadas.

Vivia o Rei sossegado, uma vez que tinha sempre por perto o seu estimado Bobo e, por isso, havia uma cumplicidade quase desconcertante entre ambos. O Bobo, um servo da Corte, a quem nada faltava. Apesar do vestuário que o caracterizava como um criado ao serviço do seu senhor, todo ele era do melhor tecido vindo do Oriente, chegando, inclusivamente, a usar da mesma indumentária que o Rei.

Os letrados da Corte e homens abastados, que estavam sob a alçada daquele reino, tentavam descobrir o mistério do seu senhor que, aos olhos de todos, era encarado como sábio. Mas o Bobo acompanhava-o sempre e tudo fazia para proteger o seu Rei, pois estavam sempre juntos, sem nunca o desamparar, mesmo que a doença o perseguisse. Embora, por vezes, lutando com a enfermidade e, num estado febril, agia em prol daquele reinado, que o acolhera.

Era um império celibatário. O trono não tinha descendentes, por isso alguns familiares do Rei afiavam as unhas para tomar conta do poder, logo que o Rei perecesse. Um sobrinho, o descendente direto, não morria de amores por ele, e estava sempre a tentar arranjar conflitos, incriminando o seu fiel conselheiro.

Um dia, numa caçada nos bosques da redondeza, enquanto tio e sobrinho apetrechavam as suas armas, o Bobo seguia logo atrás com a matilha de cães, mas este, sendo subalterno de ambos, teve de se ausentar para obedecer às ordens do nobre sobrinho. Assim tentava um lance fatal para incriminar o Bobo, ordenando-lhe que fosse buscar água ao riacho e, sem que os dois se apercebessem, o Bobo e o Rei, o nobre sobrinho mandou por terra pedaços de carne envenenada para os cães que por ali farejavam. Claro que estes devoraram o pitéu para logo de seguida ficarem prostrados, mortos e sem ganir. Quando o Bobo chegou, já o Rei o olhava desconfiado do acontecimento e perguntou-lhe quem tinha sido o autor daquela carnificina. Ele, boquiaberto, não sabia o que responder, apesar de ser um homem de resposta imediata. Por sua vez, sorria de contentamento e com cinismo o sobrinho do Rei, pois sabia que a responsabilidade pelos animais, de que tanto o seu amo gostava, era inteiramente do seu fiel conselheiro. Por isso, o Rei, num ato de ira e incitado pelo sobrinho, castigou o seu servo da Corte, mandando-o para terras do além. O Bobo ainda implorou a sua inocência, mas de nada lhe valeu.

Os dias foram passando na Corte, desta vez já sem a mesma animação, apesar de o Bobo ter sido substituído por outro, mas agora somente para o divertir. O Rei solitário começou a sentir a falta das confidências do seu Bobo, outrora tão estimado. E o sobrinho começara a aproximar-se cada vez mais do seu senhor e a redobrar a sua confiança, no entanto todos sentiam que os assuntos eram resolvidos com bastante repressão por ostentação do “herdeiro” do trono e o Rei não via com bons olhos esta magnificência, pois sempre conduzira o reino com justiça “séria”.

Os anos foram passando e não havia notícias do Bobo da Corte; alguém inventara apenas que ele tinha sido morto por furtos praticados, nas terras do além.

A tristeza pairava no coração do Rei, pois nunca mais fora o mesmo. Irritava-se facilmente e não atendia os pobres que lhe pediam ajuda, o que nunca fizera no tempo do Bobo. O povo estava a ficar descontente com o seu amo e este, já com uma idade avançada, preparava-se para delegar o trono ao sobrinho que, com lamentações medíocres, agia de forma a conquistar, definitivamente, o poder.

As Cruzadas perduravam nas terras do além e constava-se que um cruzado se distinguia pela sua força e coragem, nos planos estratégicos face às conquistas aos infiéis. Ninguém sabia a sua origem, apenas era conhecido por Guilherme, o estratega.

Um dia o Rei, já bastante debilitado e a braços com uma guerrilha, contra o reino vizinho, solicitou a presença do presumível sucessor, o sobrinho. Este, pensando que o tinha chamado para tomar as rédeas do poder, apressou-se, a fim de apresentar todas e quaisquer informações sobre táticas bélicas. Mas o Rei pretendia obter, somente, dados concretos sobre o tal “estratega” das cruzadas, Guilherme, ordenando que o trouxessem até ele. O sobrinho ficara desiludido, mas acatou a ordem do tio, pois teria de fazer tudo o que lhe pedia para conseguir uma sucessão pacífica. Por isso, enviou um mensageiro às terras do além, onde o audaz Guilherme o recebeu serenamente. Ao receber a mensagem e sabendo que o seu amo estava em maus lençóis, falou com as chefias e em grande cavalgadura foi ao encontro do seu amo.

Havia muito mais do que vassalagem e servidão entre ambos! Havia companheirismo; amizade de longos anos; emoções fortes, vividas por ambos na Corte. E Guilherme estava decidido a acabar com o grande equívoco, que o separara da Corte e da relação amigável com o Rei.

Vestido de cavaleiro, com armaduras das Cruzadas, imponente como as suas palavras sábias, aquando do tempo na Corte do seu Rei, atravessou o velho continente, preparando, estrategicamente, o afastamento do sobrinho, mal-intencionado às rédeas do trono. Sabia que tinha sido o cruel sobrinho do Rei que lhe tinha feito a cilada e, para astuto, astuto e meio.

Toda a fisionomia do Bobo tinha mudado. Agora, estava queimado pelo sol abrasador das terras do além; os cabelos caíam-lhe pelos ombros e umas barbas rarefeitas preenchiam-lhe o rosto, sulcado pelas vastas intempéries. Certamente que não o iria reconhecer, e isso era um trunfo para ele.

Numa entrada imponente, com a sua armadura e cabelos ao vento, Guilherme seguiu até aos paços do Castelo do Rei, onde galinhas, patos e gansos esvoaçavam à sua passagem. E o povo dizia que era ele, “o estratega” e acrescentavam: “Bendito sejas!”.

Toda a gente reconhecia que seria este homem que salvaria o reino e suas vidas da tirania do reino vizinho, que tentava conquistar aquele burgo, onde se vivia em paz, pelo menos até à expulsão do Bobo.

O nobre, sobrinho do Rei, prontificou-se a receber o “estratega” das Cruzadas; este, ao longe, avistara o seu senhor, na sacada do seu quarto. E, como conhecia todos os cantos do castelo, foi direito à poltrona do reino. Ali, já sua majestade aguardava ansioso por ele.

Venerou-o e disse que estava ao seu serviço, em prol do seu reino. O Rei sentiu a firmeza das suas palavras e, reunidos com os conselheiros do reino, militares e escrivães, planearam toda a estratégia para repelir o ataque vizinho, que estava preste a acontecer. Guilherme ouviu, atentamente, tudo que se passava e, num gesto talentoso, construiu um documento de parcerias de terras com o reino vizinho, onde se aceitassem, pois nada ficava perdido. Eram terras em defeso que, nos próximos dez anos, de nada serviriam e, em contrapartida, seriam dadas terras bravias que, sem que o reino vizinho soubesse, estavam prontas a cultivo. Nas incursões que Guilherme fez, por terras de além, soube também analisar solos, que à partida seriam incultos e torná-los férteis. Com aquele salvo-conduto, poder-se-ia chegar a um acordo e foi exatamente o que aconteceu. O acordo foi aceite e sem derramamento de uma gota de sangue.

O Rei ficara deslumbrado com a manobra persuasiva do estratega das Cruzadas, pois fazia-lhe lembrar os bons tempos com seu amigo Bobo da Corte. E os olhares de ambos cruzavam-se, constantemente, como que havendo algo para dizer um ao outro.

No dia seguinte ao acordo de paz, o sobrinho do Rei convidou Guilherme para uma caçada, já que o Rei não podia, devido à sua debilidade física. Enquanto percorriam os bosques em busca de caça, com toda a comitiva, Guilherme aproveitou a distração momentânea do nobre para levar os cães em busca de uma fictícia peça de caça que levava no alforge. Como se de algo divino se tratasse, os cães, depois de cheirarem a peça de caça simulada, desataram, num latir ensurdecedor, em direção ao nobre. Este, ignorando o que realmente o cercava, protestava com os animais, mas sem sucesso, até que Guilherme, num assobio aflautado, fez terminar aquela algazarra. O sobrinho do Rei ficou surpreendido, com o modo tão eficaz, o de fazer parar aquele alarido, protagonizado pelo estratega. Então questionou-o:

- Como fez isso… tão repentino e eficaz!?

Com a pretensão de fazer reavivar a memória ao nobre, disse:

 - Conta-se, por estas terras vizinhas, que um dia, em tempos passados, o Bobo da Corte foi expulso pelo Rei deste reino numa caçada, acusado de ter envenenado os cães deste soberano. Mas, também se soube, mais tarde, que não tinha sido ele que matara os cães, mas sim alguém inimigo por inveja da relação amistosa entre os dois, o Rei e seu servo, o Bobo. 

O nobre, ao ouvir a história, deu uma gargalhada, dizendo:

 - Ora, ora! Toda a gente sabe que foi o Bobo que envenenou a matilha; ele queria ser livre e o Rei não lhe dava essa liberdade, portanto…foi uma forma inteligente de se ver livre do Rei.

O nobre pressentia que algo não estava bem, naquele dia de caçada. Sem saber porquê, o estratega apresentava indícios de alguém muito familiar ao trono de seu tio.

De volta ao castelo, entrou nos aposentos reais, onde o Rei esperava por ele. Olharam-se nos olhos e o soberano notava que o rosto dele lhe lembrava alguém muito chegado. Os olhos do estratega fulminavam-no e, num olhar fulgente, o Rei reparou na cicatriz do pescoço de Guilherme, aquando este compunha os seus longos cabelos. Então o Rei saltou da sua poltrona, abriu os braços de satisfação e, num forte abraço, disse:

- Algo me dizia que eras tu, meu companheiro! Eu sabia que só poderias ser tu para me salvar destas gentes atrozes! Perdoa as minhas injustiças! Já soube quem envenenou os cães! Foi o malfeitor do meu sobrinho…

Guilherme venerou o seu Rei:

- O destino trouxe-me a sua Alteza e eu estou aqui para o servir, se assim o desejar!

O Rei, numa felicidade reluzente, dirigiu-se à Corte:

 - Faça-se festa! O meu querido Bobo regressou, faça-se festa!

 

 

 

 

 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Senhor primeiro ministro: - Consegue viver com 284,00 € por mês? Há centenas de milhares de portugueses que não estão conseguindo... Sua Exa, largue o pudor do Estado Social e ajude realmente quem precisa. Sem abrigo, reformados de invalidez, etc... você é a maior vergonha que apareceu desde o 25 de abril de 1974. Ponha a mão na consciência e veja se consegue dormir direito.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Palhaços de Estrasburgo

VOCÊS AÍ EM ESTRASBURGO QUE PASSAM A VIDA A VIGIAR O MEU BLOGUE, DEIXEM-SE DE PALHAÇADAS E COMENTEM, AO MENOS, O BLOGUE.
 

sábado, 29 de abril de 2017


Houve tempos em que vivia o mundo da lua, mas era uma lua de lunático que não media as consequências. O tempo foi passando, machadada em machadada. Havia gente muito próxima de mim a sofrer por mim, a cada passo, e eu na minha ignorância sem aperceber-me de nada.
Um dia já não muito jovem acordei da minha inocência, o mundo tinha caído a meus pés. Então derramei lágrimas de sangue sofrido, como se fizesse um pedido de perdão do imperdoável.
Eu era só um adulto que não tinha crescido como pessoa, como homem responsável, e agora havia um caminho doloroso para percorrer, consciente, onde parecia não haver fim.
Olhei-me ao espelho e reparei que tinha envelhecido, estava realmente numa curva descendente.
O que me salvou foi o Amor pelas coisas pelas pessoas sem interesses particulares, por uma natureza violentada por seres irresponsáveis sem um pingo de vergonha. Foi nesta altura que resolvi fazer da minha vida um bombeiro da boa vontade, e por aqui quero ficar...
Quito Arantes
29/04/17

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Maria de Lurdes Lopes Rodrigues

Ainda há dias foi o 25 de abril e já temos presos políticos
Onde anda o socialista Manuel Alegre???
Querem fazer museu em Peniche???
 Primeiro libertem a presa politica Maria de Lurdes Lopes Rodrigues

segunda-feira, 17 de abril de 2017

MICRO CONTO:
Um dia cheguei a casa, não sei se era minha ou emprestada por um tempo sem fim à vista. Fui à janela do escritório e reparei que o mundo estava em mudança, não porque fosse normal essa mudança, mas porque eu assim o vi, despido de preconceito, onde tudo existia, mesmo aquilo que mais eu queria.
O amor não estava lá, tinha ficado nuns abraços quentes e fraternos. Hoje recordo que todos os erros tinham sido meus, ninguém, mesmo ninguém estaria disposto a receber-me na minha confusa imensidão do acaso.

terça-feira, 11 de abril de 2017

VEJAM SE DESCOBREM QUEM É A JUÍZA???


Há quase 6 meses que a Maria de Lurdes Lopes Rodrigues está presa em Tires. Não roubou, não matou nem traficou droga. Foi condenada por "injuriar" um magistrado e "difamar um Órgão de Soberania". O sr. Juiz de execução de penas ainda não a soltou. Julga que o crime ainda não está pago. É de opinião que ela ainda deve estar muito mais tempo presa. Tem de cumprir pelo menos metade da pena que foi de 3 anos. Isto parece quase anedótico num país democrático saído da Revolução do 25 de Abril de 1974.
Entretanto, Ricardo Salgado, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Armando Vara e Zeinal Bava: faliram bancos fraudulentamente, descapitalizaram empresas públicas também de forma fraudulenta envolvendo somas astronómicas de milhares de milhões de euros e nem um dia de cadeia apanharam. Mas que democracia tem este país à beira do mar plantado!?
Mas o pior disto é que ninguém se indigna, a comunicação Social não comenta, não fala. Os partidos de esquerda assobiam para o lado, as organizações filantrópicas que enchem a boca com o clichê dos direitos humanos, nada dizem sobre este assunto. Mas que choldra de país!

 

Via Mário Gonçalves

quarta-feira, 5 de abril de 2017


No encontro das noites perdidas, vejo a madrugada renascer, como que pedindo um novo recomeço. Entrego-me nas mãos de Deus, e tudo poderá ter um novo sentido.

As águas vão correndo como sempre para o mar, e a ponte será sempre um elo para uma nova oportunidade. É só caminhar no caminho certo que me levará a bom porto.

Esqueço as mágoas, perdoou o mal sentido em mim, assim como espero que seja perdoado pelo mal que fiz. Deitarei no teu manto de praia recuperado à industrialização, e nesta manhã de recomeço, o chilrear dos pássaros madrugadores já chamam por mim para uma nova vida sem receios sem medos.
Q.A.
Foto #33688FA

segunda-feira, 27 de março de 2017

Três vidas perdidas na nostalgia dos dias que não voltam.



Três vidas perdidas na nostalgia dos dias que não voltam.
O senhor pescador não sabe se seu barco voltará ao mar, nem mesmo ele sabe se a sua pessoa poderá volt...ar à faina. Uma observação do casco da sua vida, árdua e de elevado perigo. Agora em terra a sabedoria sabererá falar mais alto.
Um sem abrigo que passou largos tempos na minha terra materna, sem eira nem beira, atravessava o alcool e um destino incerto que perdido nem ele mesmo sabia onde o podia levar. Vida sem destino, vida que certamente teria muito para contar aos trauseuntes que em nada lhe davam crédito. Passado dois anos viu vaguear pelo alto minho, sempre com o seu ar de sofrido. Tive pena de não interagir com ele. Certamente algo de novo apreenderia com ele. A valeta é um lugar comum, pode calhar a qualquer um de nós, ninguém está livre.
Por fim o Senhor Alcino lutador da segunda guerra mundial, presentemente não sei se ainda será vivo. Quando o conheci já tiinha noventa anos e uma lucidez invejável para a sua idade. Dele ficou um testemunho que guardo com muito apreço; a sua história em verso de marinheiro na fragata que o levou a dar a volta ao mundo em plena segunda guerra mundial. Coisas que nos marcam para sempre.
Quis partilhar convosco estas três personagens que se cruzaram na minha vida. Gente humilde sem pretenções a heróis. Gente de uma simplicidade fora do comum.
 
Q.A.
Fotos #33688FA

quinta-feira, 23 de março de 2017

Um dia trouxe-te até mim…
 
Não sei bem ao certo o que vi em ti. Eras diferente das comuns mulheres, tinhas uns olhos de um azul celestial que ao fixa-los viajava... por terras sem fim. Talvez estivesses muito acima de mim, cognitivamente, e isso eu não consegui prever. Tinhas um coração doce, que me queria proteger dos infortúnios da vida, e isso eu também não levei muito a sério. Gostava de ver-te descer a calçada com a tua silhueta deslumbrante e eu, ficava impotente olhando-te sem forma de te haver.
Falamos muito quando tivemos oportunidade de nos conhecermos pessoalmente, vieste até mim, subiste a serra, caminhos por poucos percorridos, e um dia foste embora das nossas conversas prolongadas que te ajudavam a passar o tempo difícil do trabalho, e eu ficava feliz de te ouvir, sentia-me como se estivesses ao meu lado. Foste e não voltaste mais. Talvez tivesse que ser assim mesmo, os nossos caminhos apenas se cruzaram por um tempo, e nesse tempo fui feliz. Obrigado amiga…
 
Quito Arantes
23/03/2017

terça-feira, 21 de março de 2017

http://pravdailheu.blogspot.com/2017/03/faz-hoje-5-meses-e-13-dias-que.HTML

Faz hoje cinco meses e 13 dias que a Maria de Lurdes Lopes Rodrigues está presa em Tires. Não roubou, não matou nem traficou droga. Foi condenada por "injuriar" um magistrado e "difamar um Órgão de Soberania". O Sr. Juiz de execução de penas ainda não a soltou. Julga que o  crime ainda não está pago. É de opinião que ela ainda deve estar muito mais tempo presa. Tem de cumprir pelo menos metade da pena que foi de 3 anos. Isto parece quase anedótico num país democrático saído da Revolução do 25 de Abril de 1974.

  Entretanto, Ricardo Salgado, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Armando Vara e Zeinal Bava: faliram bancos fraudulentamente, descapitalizaram empresas públicas também de forma fraudulenta envolvendo somas astronómicas de milhares de milhões de euros e nem um dia de cadeia apanharam. Mas que democracia tem este país à beira do mar plantado!?

 Mas  o pior disto é que ninguém se indigna, a comunicação Social não comenta, não fala. Os partidos de esquerda assobiam para o lado, as organizações filantrópicas que enchem a boca com o clichê dos direitos humanos, nada dizem sobre este assunto. Mas que choldra de país!

sexta-feira, 17 de março de 2017


Demorou cinco anos a perceber o que Maria Carvoeira, senhora carismática de Castro Laboreiro, queria dizer: - Vai para a tua terra! Filho da puta!
Intrigava-me a forma e tom com que me dizia isso, e aos poucos, fui entendendo, como perceber que no meio da "loucura" podemos seguir o nosso caminho da verdade.
Um bom amigo, que me ajudou bastante, também me dizia: - " Os Castrejos não te querem cá!"... E eu pensava como podia ser possível tais afirmações... Eu que nos meus escritos tinha posto para a eternidade, nos píncaros, o Povo Castrejo, via agora ser "uma persona non grata". Realmente a interioridade que este povo sofreu ainda está marcada nas suas raízes, mas mesmo assim, ou de qualquer outra forma, houve gente que me soube entender, e ainda há.
O conflito geracional é bastante marcante, devido aos mais recentes homens da emigração. Novos conceitos de vida que proclamam numa mescla europeia consumista.
Mas, Maria Carvoeira estava na sua razão. Em cada dia madrugador que por ela passava, sentia mais perto o bater da sua seixola que tocava o chão asfaltado a passo certo. Com o passar dos anos comecei a olhar de forma diferente para Maria. Não lhe fixava os olhos, simplesmente lhe dava um bom dia fugidio para não haver atritos.
Apesar de continuar a ser um cidadão recenseado na União de Juntas de Freguesia de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro, e ter casa própria e bons vizinhos, esta localidade, para mim nunca mais vai ser a mesma, com a saudade dos bons momentos que por lá passo.
Espero que nenhum Castrejo se sinta denegrido com estas minhas palavras, porque apesar de não ser bem-vindo para alguns, continuo a ver este povo, que bem me acolheu, de bons olhos.
Q.A.






domingo, 12 de fevereiro de 2017

Porque é que quase toda a gente diz-me para estar calado, para eu não meter-me em politiquices? Então eu pergunto se eu tiver o meu vizinho a morrer de fome eu não vou falar? Não vou denunciar o mau Estado Social do país? Porque é que havemos de estar descansados enquanto o país de se afunda em mentiras e gabarolices sem sentido nenhum. Os nossos filhos e sobrinhos não têm que levar com a fava dos incompetentes, e , mesmo assim mandam-me calar?

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Um desejo vem sempre acompanhado


Tenho pensado, ultimamente, nas minhas amizades. Vejo amigos meus interessados em estar comigo, mas tem-me dado a sensação que normalmente traz “água no bico”.
Gostava de estar com amigos, desinteressados, sem pretenderem tirar algo de mim, e  absorverem o melhor de mim, assim como eu tento fazer. Muitas vezes peço ajuda, e na verdade, sou ajudado, só que tem sempre o reverso da medalha e essa ajuda vou ter que a pagar, não sei por que preço. Se valorizamos as relações afetivas nada deve ter um preço, o preço é para consumíveis, não é para sentimentos de afeto.
Guardo, por vezes, a crueldade que meus olhos vão vendo, animais presos a correntes de meio metro, há chuva e ao vento. Homens discutindo futebol, que depois já não é futebol e já passa a lavagem de roupa suja, enfim, um circo que no século XXI, já devia estar enterrado para sempre.
Os canais de televisão portugueses, são intragáveis, não têm por onde se lhes pegar. Tragédia a seguir de tragédia, bem que podia ser; cultura atrás de cultura, seja ela popular ou não. Porque se não evoluirmos culturalmente, também a nossa sociedade ficará atrofiada ao medievalismos. Deem voz aos jovens, façam com que eles falem das suas aflições, o que pretendem para futuro. Portugal não são os homens de meia idade, engravatados, parlamentarista ou coisa que os valha. Portugal são os jovens que darão o futuro a médio prazo, que  farão evoluir a nossa sociedade. Portanto há uma necessidade extrema de os preparar para a selva da competição laboral, onde o patrão capitalista tenta espremer ao máximo os seus funcionários. Todos sabemos que as grandes  superfícies como pingo doce ou continente  exploram até à dignidade humana os seus funcionários, só assim se pode explicar os lucros fabulosos destas empresas.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Gostava de girar como o girasol, ao sabor dos raios do astro. Não, não é possivel, haverá sempre um emplastro que mudará o meu rumo. Não quero ser diferente de ninguém, só quero fazer a minha vida o mais simples que conseguir, porque só assim poderei saborear o que a natureza me oferece. Deixarei os centros comerciais para quem quer ter a sua vida plastificada, porque eu quero o verde , quero a natureza na sua forma simples e bela.
Eu sei, que vocês me acham louco varrido, mas só assim eu poderei ser feliz sem implicar ninguém.
Só gostava de saber porque é que o Salgado do BES tem um perdão fiscal de 28 milhões de euros, e um simples cidadão com uma reforma de invalidez tem que pagar um imposto politico.
Isto é para ti, também António Costa Primeiro ministro desta república das bananas

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Somos um país que os funcionários do Estado são pagos para assustar as pessoas empreendedoras.Ameaçam, corroem as mentes dos empreendedores, mesmo antes destes começarem os processos de legalização. Um país com funcionários(as), que não ajudam e incentivam ao empreendorismo, é um país morto, sem qualquer tipo de futuro.
Q.A.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

 
Quando tirei esta fotografia de um edifício em ruínas , penso romano. Pensei no abandono da arte antiga com centenas de anos de história.
Eu bem sei que a maior parte da juventude o que quer é carros, miúdas loiras, discotecas e dinheiro dos pais para sustentar essas futilidades.
Agora há muito boa gente adulta, que manda uns bitites progressistas nas mesas do café e nas praças
 de convívio domingueiro, que não fazem a  ponta de um corno pela preservação de monumentos históricos.
Deixemos esta critica direta, e voltemos a quem de direito teria obrigação de preservar os elementos históricos. O Estado e quem o gere são os grandes responsáveis pela degradação do património cultural e histórico do nosso país. Queremos mostrar as belezas do nosso país aos turistas estrangeiros que nos visitam, e temos monumentos lindíssimos  a cair aos poucos.
Não admira que isto esteja assim, pois Portugal continua há quarenta e dois anos a cair aos poucos, culpa de políticos em quem nós depomos confiança para erguer o país.
A nível politico, somos um país de falhados que não se querem emendar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O inverno do nossso descontentamento

Vem o frio, as geadas, as chuvas frias, os dias mingam, como se não quisessem que o sol paire sobre os nosso corpos enregelados.
Esta teia que nos acomoda a ficar por casa, resguardados das intempéries, também pode ser uma boa forma para refletirmos sobre as nossa condições de vida e o que queremos para o nosso futuro.
Claro! Se estivermos à espera que sejam os políticos parlamentares ou governativos a  ajudar-nos, pois, poderemos tirar o cavalinho da chuva que andaremos sempre com uma mão `afrente e outra a traz. Nunca vi gente tão mentirosa impunemente como politico, e o que é certo quando deixam os governos vão sempre para altos cargos de administração de empresas. Um vergonha.
Gente a passar mal, com pouco para comer e sustentar os seus filhos e esses cabrões ostentam-se nos topos de gama pagos pelos contribuintes. Razão tinha o Grande Eça de Queirós:
 "O país, que tem visto mil vezes a repetição desta dolorosa comédia, está cansado: o poder anda num certo grupo de homens privilegiados, que investiram aquele sacerdócio e que a ninguém mais cedem as insígnias e o segredo dos oráculos. Repetimos as palavras que há pouco Ricasoli dizia no parlamento italiano: «A pátria está fatigada de discussões estéreis, da fraqueza dos governos, da perpétua mudança de pessoas e de programas novos.»"
Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'