sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Farm Ville

A farm ville em que vivi seis meses pensando que estava a fazer um bom projeto altruísta, mas afinal estava a ser usado.
Sortes madrastas da vida.
Olhem! As cabritinhas não têm culpa, nem as famílias Sírias que também estavam a ser usadas.
Coitados os cabritinhos que na Páscoa foram alguns sacrificados. As famílias Sírias foram para melhor, eu ainda aguentei uns meses até que o Senhor Feudal encheu-se de mim, como eu dele. Um verdadeiro traste visto como uma pessoa hedónica d...a sociedade.
Nem tudo foi mau, daqui saiu um livro editado por mim na createspace e que se chamou " Onde está o 25 de abril de 1974? " sem subsídios do Estado ou de quem quer que seja. Com uma simples reforma de invalidez de 300,00 €.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Desmaselo


Mercado Municipal de Barcelos

Não sei se é desmaselo, ou indiferença perante o insulto. Mas acho que já é tempo de lavar a cara.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

MINHA FLOR


Como uma flor plantada por mim, chegaste para me amar. Encontraste-me preso dentro por uma cancela que já não sabia a idade. Eas teias nas flores majentas rodeavam-me num outono perdido sem ti, minha flor.


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

"PORQUE ÉS ASSIM?"


Como se num olhar pudesse absorver todas as palavras que vou dizendo, mas não é verdade, porque o olhar pode atraiçoar o mais astuto e depois lá vai a reputação dos psiquiatras que se baseiam em sinais faceais e dizeres pouco definidos dos seus doentes que, por vezes, nem doentes estão.
Anda tudo a tramar o parceiro, e quem não trama, dificilmente sai daqui vivo. Uns dias acordo criança maravilhado com o mundo, mas nos outros acordo revoltado com os homens que passam na minha frente com “entre olhos” sem nada dizerem, convencidos que vão no caminho certo. Assim não melhoramos a sociedade, mas sim atrofiamos os nossos ideais de inspirações a homens livres, ou se posso colocar a metáfora: -“ Homens sem freios correndo livres pelos prados verdejantes”
Hoje, é dia de feira semanal, o povo das aldeias vizinhas vêm à cidade vender os seus produtos. Feira centenária onde se pode encontrar de tudo artesanal, fruta biológica, mas também existem lugares para os novos feirantes, homens e mulheres de preto que se adaptaram com o tempo a estas lides. Gosto de ir à feira sentir os cheiros dos alimentos, ver as pessoas serenas nos seus negócios.
 
Quito Arantes in " Porque és assim? "
páginas 23/24